feat: adicionar super manual didatico com fluxos 2d e sheet panel

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2026-07-09 23:40:06 +00:00
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+38
View File
@@ -0,0 +1,38 @@
export const barManual = {
title: 'Barras Estruturais Individuais (Seção 8.2)',
intro: 'Coeficientes de arrasto para perfis estruturais isolados (perfis I, U, L, tubulares), abordando forças por unidade de comprimento.',
sections: [
{
title: '1. Equação do Esforço',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A força de arrasto exercida sobre barras individuais é dada por metro linear de elemento:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
F = q · Ca · d
</div>
<p>
Onde <strong>d</strong> é a dimensão característica da seção transversal do perfil (altura exposta frontalmente) e <strong>Ca</strong> é o coeficiente de arrasto da seção estudada.
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Formas Geométricas dos Perfis (Tabelas 26 a 28)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O coeficiente Ca varia drasticamente com o perfil devido a cantos vivos ou aerodinâmicos:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li><strong>Perfis de Faces Planas (L, U, I):</strong> Possuem cantos vivos que forçam o descolamento imediato do vento, gerando altos valores de arrasto (Ca em torno de 1.4 a 2.0).</li>
<li><strong>Perfis Circulares/Tubulares:</strong> O vento consegue contornar a forma circular, reduzindo o arrasto consideravelmente (Ca em torno de 0.6 a 1.2, dependendo de Reynolds).</li>
</ul>
</div>
),
},
],
};
+93
View File
@@ -0,0 +1,93 @@
export const bridgeManual = {
title: 'Tabuleiro de Ponte (Seção 11.2 / 11.3)',
intro: 'Explicação detalhada sobre a ação estática do vento em pontes, cobrindo forças de arrasto (horizontais) e forças de sustentação (verticais).',
sections: [
{
title: '1. Forças Atuantes',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A ação do vento em tabuleiros de pontes é dividida em duas componentes principais:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm space-y-2 border border-border">
<div>
<strong>Força de Arrasto (Fx):</strong> Fx = q · Cx · Heg · Lp
</div>
<div>
<strong>Força de Sustentação (Fz):</strong> Fz = q · Cz · B · Lp
</div>
</div>
<p>
Onde <strong>q</strong> é a pressão dinâmica do vento, <strong>Lp</strong> é o comprimento do vão exposto, <strong>Heg</strong> é a altura equivalente do tabuleiro (soma das áreas de projeção das vigas, guarda-corpos e barreiras) e <strong>B</strong> é a largura da ponte.
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Coeficientes Aerodinâmicos (Cx e Cz)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Os coeficientes são determinados com base na relação geométrica entre a largura e a altura do tabuleiro (B / Heg), bem como o ângulo de ataque do vento (α):
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Cx (Arrasto):</strong> Representa a resistência que a ponte oferece ao fluxo horizontal de vento. Valores maiores de Cx significam maior força empurrando a ponte lateralmente.
</li>
<li>
<strong>Cz (Sustentação/Lift):</strong> Representa a força vertical (para cima ou para baixo) induzida pela inclinação do vento (ângulo de ataque α).
</li>
</ul>
<p>
Se o vento incide com um ângulo positivo (vindo ligeiramente de baixo, α &gt; 0), ele tende a "levantar" a ponte (Cz positivo). Se incide de cima (α &lt; 0), empurra a ponte para baixo (Cz negativo).
</p>
</div>
),
},
{
title: '3. Glossário de Parâmetros',
content: (
<div className="overflow-x-auto">
<table className="min-w-full divide-y divide-border text-sm">
<thead>
<tr className="border-b">
<th className="text-left py-2 font-semibold">Símbolo</th>
<th className="text-left py-2 font-semibold">Parâmetro</th>
<th className="text-left py-2 font-semibold">Descrição</th>
</tr>
</thead>
<tbody className="divide-y divide-border">
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">Lp</td>
<td className="py-2">Maior Vão (m)</td>
<td className="py-2">O comprimento do vão livre da ponte sob análise.</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">B</td>
<td className="py-2">Largura (m)</td>
<td className="py-2">Largura total do tabuleiro da ponte (perpendicular ao fluxo principal).</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">Heg</td>
<td className="py-2">Altura Equivalente (m)</td>
<td className="py-2">Soma da projeção vertical de todos os elementos expostos ao vento.</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">α (alpha)</td>
<td className="py-2">Ângulo de Ataque (º)</td>
<td className="py-2">Inclinação do vetor do vento em relação ao plano horizontal (varia de -5º a +5º).</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">q</td>
<td className="py-2">Pressão Dinâmica (kN/m²)</td>
<td className="py-2">Pressão do vento calculada a partir da velocidade de projeto.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
),
},
],
};
+66
View File
@@ -0,0 +1,66 @@
export const cylinderManual = {
title: 'Cilindros e Chaminés (Tabela 13 - Seção 6.1)',
intro: 'Ação do vento em cilindros circulares (chaminés, silos e reservatórios), detalhando a influência do número de Reynolds e da rugosidade superficial no arrasto.',
sections: [
{
title: '1. Equação do Arrasto Global',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A força de arrasto exercida por unidade de comprimento de um cilindro circular é calculada por:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
F = q · Ca · D
</div>
<p>
Onde <strong>D</strong> é o diâmetro externo do cilindro e <strong>Ca</strong> é o coeficiente de arrasto corrigido pela esbeltez.
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Regimes de Fluxo e Número de Reynolds (Re)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O comportamento aerodinâmico em cilindros circulares é governado pelo <strong>Número de Reynolds (Re)</strong>, um parâmetro adimensional que indica a relação entre as forças de inércia e de viscosidade do fluxo:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-3 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
Re = 70.000 · Vk · D
</div>
<p>
O fluxo é classificado em três regimes principais na NBR 6123:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Subcrítico (Re &lt; 1.5 · 10):</strong> A camada limite é laminar. O descolamento do fluxo ocorre cedo (cerca de 80º em relação ao ponto de estagnação). A esteira de turbulência atrás do cilindro é larga, resultando em um arrasto elevado (Ca 1.2).
</li>
<li>
<strong>Crítico / Supercrítico (Re &gt; 4 · 10):</strong> A camada limite torna-se turbulenta. Ela consegue "colar" mais tempo na parede do cilindro, atrasando o descolamento para cerca de 120º. A esteira traseira estreita significativamente, derrubando o arrasto de forma abrupta (Ca pode cair para 0.4 a 0.7).
</li>
</ul>
</div>
),
},
{
title: '3. Influência da Rugosidade Superficial',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Para altos números de Reynolds, a rugosidade superficial do cilindro (rugosidade relativa <strong>d/k</strong>) impede que o arrasto caia excessivamente.
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Superfícies lisas (d/k &gt; 10):</strong> Exibem o menor arrasto possível no regime supercrítico (Ca 0.4 - 0.5).
</li>
<li>
<strong>Superfícies rugosas (d/k reduzido, ex: concreto bruto ou chapa ondulada):</strong> Aceleram a transição para fluxo turbulento, mas a rugosidade gera turbulência local que impede a esteira de estreitar tanto, mantendo o arrasto em patamares mais elevados (Ca 0.7 - 0.9).
</li>
</ul>
</div>
),
},
],
};
+33
View File
@@ -0,0 +1,33 @@
export const domeManual = {
title: 'Cúpulas Esféricas (Tabela 21 e 22)',
intro: 'Ação do vento em cúpulas e coberturas hemisféricas, analisando coeficientes de forças globais e pressões locais.',
sections: [
{
title: '1. Aerodinâmica Tridimensional',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Cúpulas esféricas possuem comportamento aerodinâmico tridimensional muito favorável. O ar contorna a cúpula não apenas por cima, mas também pelos lados, reduzindo a turbulência geral comparado com coberturas planas ou inclinadas.
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Coeficientes de Pressão Externa',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O vento acelerado sobre a cúpula cria três zonas de pressões marcantes:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li><strong>Barlavento (frente):</strong> Sobrepressão sutil perto da base, que rapidamente vira sucção à medida que sobe no arco esférico.</li>
<li><strong>Topo:</strong> Ponto de máxima velocidade do vento. Sofre uma sucção crítica gerada pelo escoamento aerodinâmico acelerado.</li>
<li><strong>Sotavento (traseira):</strong> Zona de vácuo aerodinâmico com sucção homogênea constante e desprendimento de esteira tridimensional.</li>
</ul>
</div>
),
},
],
};
+72
View File
@@ -0,0 +1,72 @@
export const dynamicsManual = {
title: 'Efeitos Dinâmicos e Ressonância (Seção 9 e Anexo G)',
intro: 'Explicação detalhada dos fenômenos dinâmicos induzidos pelo vento, com foco especial no desprendimento de vórtices (Vortex Shedding).',
sections: [
{
title: '1. Desprendimento de Vórtices (Vortex Shedding)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Quando o vento sopra perpendicularmente a um obstáculo cilíndrico (como uma chaminé ou torre), o fluxo de ar se divide e cria redemoinhos alternados na traseira da estrutura.
</p>
<p>
Estes redemoinhos, conhecidos como <strong>Vórtices de Von Kármán</strong>, geram forças de sucção alternadas nas laterais perpendiculares à direção do vento. Como consequência, o cilindro sofre forças dinâmicas oscilantes transversais.
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Velocidade Crítica de Ressonância (Vcr)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A frequência na qual os vórtices se desprendem é dada por:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
f = St · V / D
</div>
<p>
Onde <strong>St</strong> é o número de Strouhal (adimensional, geralmente 0.2 para cilindros), <strong>V</strong> é a velocidade do vento e <strong>D</strong> é o diâmetro.
</p>
<p>
Se a frequência de descolamento de vórtices se igualar a uma das frequências naturais da estrutura (<strong>fn</strong>), ocorre o fenômeno de **ressonância**, gerando grandes amplitudes de oscilação. A velocidade do vento que ativa a ressonância é chamada de **Velocidade Crítica (Vcr)**:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
Vcr = fn · D / St
</div>
</div>
),
},
{
title: '3. Parâmetros Chave',
content: (
<div className="overflow-x-auto">
<table className="min-w-full divide-y divide-border text-sm">
<thead>
<tr className="border-b">
<th className="text-left py-2 font-semibold">Parâmetro</th>
<th className="text-left py-2 font-semibold">Descrição</th>
</tr>
</thead>
<tbody className="divide-y divide-border">
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">St (Strouhal)</td>
<td className="py-2">Número adimensional que depende da geometria da seção. Para cilindro liso, St = 0.2.</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">fn (Frequência)</td>
<td className="py-2">Frequência natural de vibração da estrutura (em Hz). Estruturas mais esbeltas têm fn menor.</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">Vcr (Vel. Crítica)</td>
<td className="py-2">Velocidade em que os esforços alternados dos vórtices entram em ressonância com a estrutura.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
),
},
],
};
+23
View File
@@ -0,0 +1,23 @@
import { bridgeManual } from './bridge';
import { towerManual } from './tower';
import { signManual } from './sign';
import { warehouseManual } from './warehouse';
import { cylinderManual } from './cylinder';
import { vaultManual } from './vault';
import { domeManual } from './dome';
import { barManual } from './bar';
import { dynamicsManual } from './dynamics';
import { isolatedRoofManual } from './isolated-roof';
export const manuals: Record<string, typeof bridgeManual> = {
bridge: bridgeManual,
tower: towerManual,
sign: signManual,
warehouse: warehouseManual,
cylinder: cylinderManual,
vault: vaultManual,
dome: domeManual,
bar: barManual,
dynamics: dynamicsManual,
'isolated-roof': isolatedRoofManual,
};
+41
View File
@@ -0,0 +1,41 @@
export const isolatedRoofManual = {
title: 'Coberturas Isoladas (Tabelas 24 e 25)',
intro: 'Ação do vento em coberturas sem paredes (estruturas abertas, hangares abertos, postos de gasolina), abordando coeficientes de pressão líquida e forças resultantes.',
sections: [
{
title: '1. Coeficiente de Pressão Líquida (Cp)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Como as coberturas isoladas não possuem paredes para vedação, o vento escoa livremente tanto por cima quanto por baixo do telhado.
</p>
<p>
Por isso, a norma utiliza o coeficiente de **pressão líquida (Cp)**, que representa a diferença líquida de pressão entre a face superior e inferior da chapa do telhado:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
F = q · Cp · A
</div>
<p>
Dependendo da direção e do ângulo de inclinação do telhado, a chapa pode sofrer sucção (força para cima) ou sobrepressão (força para baixo).
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Efeito da Inclinação (θ)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O ângulo de inclinação do telhado (<strong>θ</strong>) define se o escoamento é suave ou gera turbulência pesada:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li><strong>Ângulos pequenos (θ &lt; 5º):</strong> O escoamento gera sucção quase uniforme em toda a chapa devido ao efeito Venturi do vento passando sob a cobertura.</li>
<li><strong>Ângulos elevados (θ &gt; 15º):</strong> A cobertura atua como uma asa de avião com alto ângulo de ataque. O lado de barlavento sofre forte pressão para baixo, enquanto o lado de sotavento sofre sucção severa.</li>
</ul>
</div>
),
},
],
};
+61
View File
@@ -0,0 +1,61 @@
export const signManual = {
title: 'Muros e Placas Isoladas (Tabela 11 e Seção 6.1)',
intro: 'Ação do vento em muros, painéis e placas isoladas livres no solo, detalhando arrasto, excentricidades e efeitos de placas de extremidade.',
sections: [
{
title: '1. Coeficiente de Força (Cf)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Para muros e placas isoladas, a NBR 6123 define o coeficiente de força (<strong>Cf</strong>) com base na relação de aspecto e folga do solo:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
F = q · Cf · A
</div>
<p>
Onde <strong>A</strong> é a área total exposta do muro (Comprimento · Altura). O coeficiente Cf varia conforme o alongamento do muro. Muros muito longos e rente ao solo têm Cf maior porque o fluxo de ar não consegue escapar pelas pontas, gerando maior retenção de energia do vento.
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Excentricidade da Força (Torsão)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O vento raramente atinge o muro de forma perfeitamente homogênea. Quando o vento incide com um ângulo oblíquo (ex: α = 50º), ele se concentra mais próximo a uma das bordas.
</p>
<p>
Por este motivo, a norma NBR 6123 exige a aplicação da força resultante com uma <strong>excentricidade horizontal (e)</strong> em relação ao centro geométrico da placa:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-3 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
e = 0.25 · L (comprimento do muro)
</div>
<p>
Esta excentricidade gera um momento torsor nas fundações e suportes estruturais do muro, sendo um fator crítico no dimensionamento de placas e outdoors.
</p>
</div>
),
},
{
title: '3. Placas de Extremidade (End Plates)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Placas de extremidade são abas físicas verticais instaladas nas pontas do muro para fins aerodinâmicos ou construtivos:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Sem abas:</strong> O vento bate na frente e escoa com facilidade pelas pontas (efeito de borda tridimensional), o que reduz ligeiramente o Cf local próximo às pontas.
</li>
<li>
<strong>Com abas:</strong> As abas forçam o vento a subir apenas pelo topo, gerando um padrão bidimensional de escoamento. Isso aumenta significativamente a pressão diferencial entre a face da frente e de trás do muro, elevando o valor de Cf para patamares elevados (de 1.3 até 2.0).
</li>
</ul>
</div>
),
},
],
};
+91
View File
@@ -0,0 +1,91 @@
export const towerManual = {
title: 'Torre Reticulada (Seção 8.5)',
intro: 'Ação do vento em torres de seção quadrada ou triangular equilátera, cobrindo o índice de solidez, coeficientes de arrasto e fatores de incidência.',
sections: [
{
title: '1. Força de Arrasto Total',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A força de arrasto exercida sobre cada tramo de uma torre reticulada é dada por:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
F = q · Ca · Ae
</div>
<p>
Onde <strong>q</strong> é a pressão de vento de projeto, <strong>Ca</strong> é o coeficiente de arrasto e <strong>Ae</strong> é a área projetada efetiva (soma da projeção das barras de barlavento e sotavento, ajustada pelo coeficiente de proteção de tramos).
</p>
</div>
),
},
{
title: '2. Índice de Solidez (φ)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O índice de solidez (<strong>φ</strong>) é a relação entre a área real exposta pelas barras e a área total envolvente delimitada pelo contorno da face da torre:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-3 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
φ = Área das Barras / (Largura da Base · Altura do Tramo)
</div>
<p>
Uma solidez baixa (φ próximo a 0.05) indica uma torre muito vazada (vento passa direto). Uma solidez alta (φ próximo a 1) indica uma torre quase sólida. O coeficiente de arrasto Ca diminui à medida que a solidez aumenta porque as barras de sotavento ficam mais protegidas do vento.
</p>
</div>
),
},
{
title: '3. Ação Direcional (Kα) - Quadrada vs Triangular',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O vento pode atingir a torre de diferentes direções. A norma aborda isso aplicando um fator direcional <strong>Kα</strong>:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Torres Quadradas:</strong> O vento incidindo na diagonal (45º) causa maior arrasto global do que nas faces (0º). Portanto, Kα é maior para vento a 45º.
</li>
<li>
<strong>Torres Triangulares:</strong> Devido à simetria geométrica de um triângulo equilátero, a NBR 6123 assume que o arrasto total é constante independentemente da direção. Assim, <strong>Kα é sempre 1.0</strong> para qualquer direção do vento.
</li>
</ul>
</div>
),
},
{
title: '4. Glossário de Parâmetros',
content: (
<div className="overflow-x-auto">
<table className="min-w-full divide-y divide-border text-sm">
<thead>
<tr className="border-b">
<th className="text-left py-2 font-semibold">Símbolo</th>
<th className="text-left py-2 font-semibold">Parâmetro</th>
<th className="text-left py-2 font-semibold">Descrição</th>
</tr>
</thead>
<tbody className="divide-y divide-border">
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">φ (phi)</td>
<td className="py-2">Índice de Solidez</td>
<td className="py-2">Razão entre a área das barras e a área total envolvente da face.</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">Kα</td>
<td className="py-2">Fator de Direção</td>
<td className="py-2">Multiplicador que ajusta a força com base no ângulo de incidência do vento.</td>
</tr>
<tr>
<td className="py-2 font-mono font-semibold">Ca</td>
<td className="py-2">Coeficiente de Arrasto</td>
<td className="py-2">Coeficiente adimensional que mede a resistência aerodinâmica da estrutura.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
),
},
],
};
+44
View File
@@ -0,0 +1,44 @@
export const vaultManual = {
title: 'Abóbadas Cilíndricas (Tabela 15 - Seção 6.2)',
intro: 'Coeficientes de pressão externa para coberturas cilíndricas convexas (abóbadas) assentadas diretamente no solo ou elevadas.',
sections: [
{
title: '1. Geometria da Abóbada',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O fluxo de vento sobre abóbadas é fortemente influenciado pelas relações geométricas:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li><strong>f (flecha):</strong> Altura do arco da abóbada.</li>
<li><strong>d (vão):</strong> Largura da projeção horizontal da abóbada.</li>
<li><strong>h (altura da parede de suporte):</strong> Se a abóbada estiver assentada diretamente no solo, h = 0. Se estiver elevada, h representa a altura da parede.</li>
</ul>
</div>
),
},
{
title: '2. Distribuição de Pressões (Cpe)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
O perfil curvo da abóbada atua como um aerofólio (perfil de asa), gerando aceleração acentuada do ar no topo:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Barlavento (início do arco):</strong> Pode sofrer pressão positiva se a parede frontal for alta, ou sucção leve caso o vento deslize suavemente pela curvatura suave.
</li>
<li>
<strong>Topo (Zona Central):</strong> É a região de maior aceleração do fluxo de vento. Sofre uma sucção fortíssima (Cpe muito negativo), tendendo a puxar a cobertura para cima.
</li>
<li>
<strong>Sotavento (fim do arco):</strong> O fluxo descola da abóbada, gerando uma zona de recirculação com sucção constante, embora de menor magnitude que no topo.
</li>
</ul>
</div>
),
},
],
};
+65
View File
@@ -0,0 +1,65 @@
export const warehouseManual = {
title: 'Galpão Retangular (Tabelas 4 e 5 - Seção 6)',
intro: 'Ação do vento em galpões de base retangular e telhados a duas águas. Abrange os coeficientes de pressão externa (Cpe) e interna (Cpi).',
sections: [
{
title: '1. Pressão Resultante (p)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A pressão efetiva do vento em qualquer ponto da superfície externa do galpão é a diferença entre a pressão externa e a interna:
</p>
<div className="bg-muted/50 p-4 rounded-lg font-mono text-sm border border-border">
p = q · (Cpe - Cpi)
</div>
<p>
Onde:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li><strong>q:</strong> Pressão dinâmica do vento na altura do topo do telhado.</li>
<li><strong>Cpe:</strong> Coeficiente de pressão externa (depende da zona do galpão).</li>
<li><strong>Cpi:</strong> Coeficiente de pressão interna (depende de aberturas nas paredes).</li>
</ul>
</div>
),
},
{
title: '2. Zonas de Pressão Externa (Cpe)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
Devido à complexidade aerodinâmica, a NBR 6123 divide o galpão em várias zonas de pressão localizadas:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Paredes (Zonas A, B, C, D, E):</strong> Geralmente, a parede de barlavento sofre sobrepressão (Cpe &gt; 0, Zona D), enquanto as paredes laterais (Zonas A, B, C) e sotavento (Zona E) sofrem sucção (Cpe &lt; 0) devido ao fluxo descolado.
</li>
<li>
<strong>Telhado (Zonas F, G, H, I, J):</strong> O fluxo de ar descola bruscamente no beiral de barlavento, criando sucções locais fortíssimas nas bordas (Zonas F e G). No meio do telhado (Zona H) e na água de sotavento (Zonas I, J), a sucção tende a diminuir levemente.
</li>
</ul>
</div>
),
},
{
title: '3. Pressão Interna (Cpi)',
content: (
<div className="flex flex-col gap-3">
<p>
A pressão interna surge da passagem do ar através de frestas, janelas, portões e aberturas:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 space-y-1">
<li>
<strong>Abertura dominante em barlavento (frente):</strong> O vento entra e "infla" o galpão por dentro. Isso gera uma sobrepressão interna positiva (Cpi até +0.9). Esta pressão positiva empurra as paredes e o telhado de dentro para fora, somando-se à sucção externa e aumentando o risco de colapso do telhado.
</li>
<li>
<strong>Abertura dominante em sotavento ou laterais:</strong> O ar é "sugado" de dentro do galpão, criando vácuo/sucção interna (Cpi até -0.9). Isso ajuda a estabilizar o telhado contra a sucção externa, mas sobrecarrega a parede de barlavento.
</li>
</ul>
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