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@@ -8,6 +8,7 @@ import { domeManual } from './dome';
import { barManual } from './bar';
import { dynamicsManual } from './dynamics';
import { isolatedRoofManual } from './isolated-roof';
import { piperackManual } from './piperack';
export const manuals: Record<string, typeof bridgeManual> = {
bridge: bridgeManual,
@@ -20,4 +21,5 @@ export const manuals: Record<string, typeof bridgeManual> = {
bar: barManual,
dynamics: dynamicsManual,
'isolated-roof': isolatedRoofManual,
piperack: piperackManual,
};
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@@ -0,0 +1,67 @@
export const piperackManual = {
title: 'Pipe-Racks e Reticulados Múltiplos',
intro: 'Ação do vento em pórticos paralelos sucessivos (Pipe-racks, correias transportadoras e galerias), cobrindo o coeficiente de arrasto frontal e os fatores de proteção mútua para os pórticos traseiros (Sec. 7 - NBR 6123).',
sections: [
{
title: 'Geometria de Referência e Índice de Solidez',
content: (
<>
<p>
O vento age primariamente na face perpendicular aos pórticos paralelos. A área efetiva de bloqueio do pórtico frontal determina a quantidade de vento que "atravessa" a estrutura e atinge os pórticos seguintes.
</p>
<ul className="list-disc pl-5 mt-2 space-y-1">
<li><strong>Índice de Solidez (φ):</strong> É a razão entre a área sólida frontal (vigas, colunas e tubulações transversais) e a área total delimitada pelo contorno do pórtico.</li>
<li>Para Pipe-racks, tubulações transversais que cruzam a face de barlavento aumentam drasticamente a solidez e o bloqueio aerodinâmico.</li>
</ul>
</>
)
},
{
title: 'Força no Pórtico Frontal',
content: (
<>
<p>
O primeiro pórtico que recebe o vento é chamado de <strong>Pórtico Frontal</strong>. Por não ter nenhuma proteção à frente, ele recebe o vento integral e é dimensionado com o Coeficiente de Arrasto Frontal (<strong>Ca</strong>).
</p>
<p className="mt-2 text-primary font-bold">F = q × Ca × (Área Efetiva)</p>
<p className="mt-2">
De acordo com a Figura 4 (baixa turbulência) da NBR 6123, o valor de <strong>Ca</strong> depende da esbeltez do pórtico e do seu índice de solidez φ.
</p>
</>
)
},
{
title: 'Fator de Proteção (η) nos Pórticos Traseiros',
content: (
<>
<p>
Os pórticos que ficam "escondidos" atrás do pórtico frontal recebem um vento atenuado, pois parte da energia do fluxo foi bloqueada e turbilhada pelas barras do primeiro pórtico.
</p>
<p className="mt-2">
Essa redução é quantificada pelo <strong>Fator de Proteção (η)</strong>. O valor de η depende diretamente de duas coisas:
</p>
<ul className="list-disc pl-5 mt-2 space-y-1">
<li><strong>Índice de Solidez (φ):</strong> Quanto mais sólido for o primeiro pórtico, menos vento vaza para trás, e portanto <em>menor</em> será o fator η (mais proteção).</li>
<li><strong>Espaçamento Relativo (e/h):</strong> Quanto mais próximos estiverem os pórticos, maior será a área de esteira turbulenta que os envolve, gerando maior proteção.</li>
</ul>
<p className="mt-2 font-mono text-xs bg-muted p-2 rounded">
Força nos Traseiros = F_Frontal × η
</p>
</>
)
},
{
title: 'Consideração de Ação de Conjunto (Tombamento)',
content: (
<>
<p>
Quando o número de pórticos (n) é grande e a estrutura é rigidamente travada no sentido longitudinal, o vento transversal atua como uma força de tombamento na estrutura 3D.
</p>
<p className="mt-2">
A carga aerodinâmica que tenta empurrar e tombar o Pipe-Rack será combatida pelas fundações, gerando um esforço trativo considerável nas colunas de barlavento e um aumento de compressão nas colunas de sotavento, dependendo da alavanca total L = (n-1) × espaçamento.
</p>
</>
)
}
]
};